top

Warning: Parameter 1 to modMainMenuHelper::buildXML() expected to be a reference, value given in /home/supremo/www/libraries/joomla/cache/handler/callback.php on line 99


Home Artigos Sobre o Grau Rosa-cruz - Fraternidade Rosa-Cruz e a Maçonaria - Fontes Comuns
Sobre o Grau Rosa-cruz
Sobre o Grau Rosa-cruz - Fraternidade Rosa-Cruz e a Maçonaria - Fontes Comuns PDF Imprimir E-mail
Índice do Artigo
Sobre o Grau Rosa-cruz
Cavaleiros Medievais
Fraternidade Rosa-Cruz e a Maçonaria - Fontes Comuns
Origem da Ceia Mística
FAQs sobre a Ceia Mística
Cronologia de Fatos ligados ao Grau Rosa Cruz
Sobre Simbolismo Rosa-Cruz
Todas Páginas
Fraternidade Rosa-Cruz e a Maçonaria - Fontes Comuns

 Há uma lenda, citada no Manual Rosa-Cruz da AMORC, que diz que o simbolismo da Cruz teria tido origem nos primórdios da civilização, oriundos talvez da Atlântida, quando o homem em pé, de braços abertos, olhando para o SOL. Depois, volta-se para o ocidente, para saudar onde será o fim do dia e vê a sua sobra, em forma de uma cruz, a sua sombra de braços abertos.      

Alguns autores afirma que a Cruz teve origem na Cruz Ansata, da tradição do Antigo Egito e que a rosa, representa os ciclos da vida: fragrância, ciclo de florescimento à vida, amadurecimento, até uma completa exuberância para depois desfolhar-se e transformar-se em terra e nela encontrar a oportunidade de renascer. (Manual Rosa-Cruz AMORC).        Sob ponto de vista hermético, a Rosa representa Segredo e Evolução. A Cruz representa o fardo, o carma de nossas vidas. (Manual Rosa-Cruz).       

Segundo, Serge Hutin, Robert Flud lembra o nome da liga por meio de uma alusão ao Sangue de Cristo na Cruz, no Gólgota. A cor da rosa lembra o sangue de Cristo e os espinhos, a coroa. Há outras hipóteses.      

Para Sege Hutin, os símbolos da cruz e a rosa são anteriores ao cristianismo. Assim, o símbolo cristão da cruz e a rosa na intersecção são bem mais antigos que o cristianismo. O sentido principal desse símbolo refere-se a obtenção da perfeição humana com a passagem do adepto acima das limitações naturais de tempo e espaço.      

Como se sabe, nessa época, a Maçonaria deixava de ser operativa para ser especulativa. Haviam Lojas isoladas pelos principais países e cidades européias. Somente mais tarde, em 1717, mais precisamente em 24 de junho, no dia do solstício de verão na Europa, foram reunidas quatro Lojas em Londres, que funcionavam em tabernas para formar a primeira obediência passando, assim, a ter procedimentos comuns dentro do mesmo território de poder. A seguir, foram colecionados os Landmarks (marcos de divisa de terra) e, como é de conhecimento geral do mundo maçônico, foi escrita uma constituição conhecida como a Constituição de Anderson, ou do pastor Anderson, que foi o coordenador do que se chamaria hoje do Grupo de Trabalho.

       Mais tarde foram sendo elaborados os ritos e, no Rito Escocês Antigo e Aceito, o grau 18, nos Altos Graus, ou Graus Filosóficos para diferenciar dos três graus iniciais que são os graus simbólicos, foi associado ao Grau Rosa-Cruz pelas suas características. O grau de CAVALEIRO Rosa-Cruz, tem os seguintes pontos básicos que devem ser observados:

  • O Cavaleiro Rosa-Cruz tem por dever o exercício da CARIDADE.
  • Levar conforto e amizade ao seu companheiro.
  • Evitar a maledicência, a inveja, calúnia e a lisonja.
  • Ser patriota.
  • Participar da cerimônia, com seus pares, na Quinta feira Santa.
  • Ao entrar numa sessão já começada, depois das saudações de praxe, sentará no último banco a espera de ser chamado.
  • O Ir.’. que ocupar o cargo de outro que veio a falecer, deverá usar a jóia envolta em “crepre”, durante um ano como sinal de luto.
  • Os postos de guarda deverão ser preenchidos com os Cavaleiros mais novos.
  • Todos os anos celebrarão, por uma refeição, a Fraternidade dos IIr. do Quadro. 

 

E os propósitos do Cavaleiro Rosa-Cruz, na Maçonaria, foram definidos pelos ritualistas como sendo:

  • Observância no cumprimento de seus deveres.
  • Ser conservadores de seus pensamentos e de suas tradições seculares.
  • Ter muita confiança entre si.
  • Ter como dever ESTUDAR a história e os ensinamentos da Maçonaria, e, em particular, do grau e no cumprimento de sua missão.
  • Honrar esposa e filhas de maçons.
  • Manter o compromisso de só ouvir a Consciência e de só aceitar a verdade.

A Maçonaria enlaçou a lembrança de Jesus à antiga associação dos IIr.˙. Rosa-Cruzes. Esses IIr.˙. foram intrépidos naturalistas que sob as aparências mais ou menos sinceras da Alquimia, promoveram pesquisas científicas por meio da observação. Sob pretexto da medicina, percorreram durante dois séculos todo o Ocidente da Europa, recolhendo elementos que outros deveriam fazer frutificar, par refundir o método científico. Inúmeros livros foram escritos pró e contra eles. É uma história que deveremos estudar pois a sua história se funde com a história da Maçonaria. E nós os reconhecemos como nossos antepassados.       

Assim como os Rosa-Cruzes foram ardorosos livres pensadores do século XV e XVI e os audaciosos defensores das ciências naturais puras, assim JESUS foi o livre pensador da moral. Ninguém, como ele, pregou resolutamente a moral Ideal, fundada sobre os sentimentos, a única possível naquele tempo. Ninguém feriu com mais vigor e sucesso a hipocrisia e a tirania sacerdotal da época.       

A doutrina de Jesus Cristo repousa na intuição de Deus, como providência, e da Alma Humana como sendo imortal. A antiga maçonaria sempre proclamou os mesmos princípios mas com um corretivo: LIBERDADE DE ESPIRITO E OBRIGAÇÃO DO TRABALHO, isto é, com indagação da VERDADE.       

Identificando-se com a obra dos Rosa-Cruzes, a Maçonaria proclamou o estudo da Natureza, como base de todo o progresso, porém, com este aditivo: A NATUREZA NÃO ESTÁ SOMENTE NA MATÉRIA MAS, TAMBÉM, NAS LEIS MORAIS, cuja sede é a Consciência e cuja realidade está demonstrada pela formação da sociedade humana.      

De uma forma geral, entendemos que a Fraternidade Rosa-Cruz tem uma forte ligação com os conhecimentos do Oriente e também com os Templários que buscaram no Oriente parte de seus ensinamentos. Não podemos confundir Maçonaria com Rosacrucianismo e nem com a tradição dos Templários mas, indiretamente, incorporamos parte de seus ensinamentos o que nos torna parciais herdeiros dessas duas grandes correntes místico-filosóficas fortemente ligados aos ensinamentos orientais.  

Referências Bibliográficas

1.         História e Mistérios das Sociedades Secretas, de Hermann Schreiber e Georg Schreiber. IBRSA, SP.

2.         Nicola Aslan em “Grande Dicionário de Maçonaria e Simbologia”, Editora A Trolha.

3.         Manual Rosa-Cruz, AMORC

4.         História da Alquimia, Serge Hutin, Edições MM,

5.         Ritual do Grau 18 do REAA, Supremo Conselho de SC para o REAA.

6.         A Bíblia dos Rosa_Cruzes, de Bernard Gorceix, Editora O Pensamento.                      

 



 

bottom